PL nº 4.548/98 - Arrumando a bagunça

Oi, galerinha.

Tenho recebido o mesmo e-mail, de vários amigos, falando que "foi aprovado o PL nº 4.548/98, do ex-Deputado José Thomaz Nonô, que está apensado. Ele exclui, do artigo 32 da mesma lei, a tipificação do crime de submeter animais domésticos a tratamento cruel ou a trabalho excessivo. O crime só ficará caracterizado se o animal for silvestre, nativo ou exótico."
PL = Projeto de Lei. Há um longo caminho a percorrer até que um PL vire Lei e passe a fazer parte de nossa Carta Magna.
O autor da mensagem original não esclarece aonde foi apensado o tal PL de Nonô. Por "apensado" aqui, podemos entender como "anexado".

Na Consulta do site da Câmara, o PL 4.548/98 realmente existe e foi apensado à PL 3.981/2000, que trata do aumento da pena para crimes ambientais:

PL 4.548: http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=20954
PL 3.981/2000: http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=20554

A Lei 9605/98,conhecida como Lei de Crimes Ambientais, reprime penal e administrativamente as atividades lesivas ao meio ambiente. O Artigo 32 está inserido no CAPÍTULO V, DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE, Seção I, Dos Crimes contra a Fauna:

"Art. 32 - Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Parágrafo 1º - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Parágrafo 2º - A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal."
Atualização:

O PL nº 4.548/98, do ex-Deputado José Thomaz Nonô quer a retirada das palavras "domésticos ou domesticados" do Art. 32, ficando assim:

"Art. 32 - Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, nativos ou exóticos"

Nonô explica-se com uma série de absurdos dizendo que a atual redação pode "perpetuar uma situação de intranquilidade gerada por errônea interpretação da Lei nº 9.605." E mais adiante "Por todo país abundam festivais que envolvem animais domésticos ou domesticados, profundamente entranhados nas tradições e cultura populares, vez que remontam aos primórdios de nossa colonização." Como exemplos, cita a vaquejada, a cavalhada "e uma série de esportes análogos".

Nonô diz que os rodeios atraem milhares e milhares de pessoas (olha o dinheiro falando mais alto, o poder econômico tentando fazer valer a sua voz - atentem-se a esse absurdo, galera!), transformaram-se em mega eventos e criaram uma série de "produtos e serviços atrelados": Festa de Barretos, em São Paulo; de Uberaba, em Minas; de Livramento, no Rio Grande do Sul, entre outros.

A publicação da justificativa de Nonô no DO está no link abaixo e sugiro a leitura com muita atenção nas entrelinhas:
http://imagem.camara.gov.br/dc_20.asp?selCodColecaoCsv=D&Datain=2/6/1998&txpagina=14906&altura=700&largura=800


Os motivos pelos quais não devemos permitir a retirada das palavras "domésticos e domesticados", do Art. 32:

1- Lembra-se das aulas do ensino fundamental, o que são animais "domésticos e domesticados"? Pois é: o cachorro, o gato, o passarinho, etc. Os animais que podem ser encontrados numa fazenda também estão nessa lista de "domésticos e domesticados": boi, vaca, touro, galo, galinha, pato, ganso, ovelha, carneiro e por aí...

Agora deu para perceber a estrondosa mudança na lei que o tal Nonô quer? Como vê, muitos animais ficarão de fora da proteção da lei. Isso quer dizer que rinhas de galo, por exemplo, passará a ser uma prática permitida por lei.

2- Quanto aos "produtos e serviços atrelados" subentende-se: "indústria, comércio, poder econômico, o dinheiro no controle da situação". Esse sistema econômico pode sobreviver e muito bem sem as práticas de crueldade aos animais, disfarçadas de "esporte", "cultura" e "diversão".

- Não é esporte saudável colocar dois galos pra brigarem até que um caia morto.
- Não há nenhuma cultura de valor em apostar para ver qual cachorro vai ser nocauteado primeiro.
- Não há nenhuma diversão para o boi, para o touro ou para o cavalo de ter os testículos (o saco, para os desentendidos) espremidos pra ter um imbecil montado em cima durante os pinotes ocasionados pela intensa dor a qual o bicho é submetido.
São maus tratos, sim! São crueldades! É irracional permitir que essas "festas" continuem acontecendo!
Sugiro a leitura, no "Cantinho da Rita", da nossa roqueira Rita Lee, sobre os rodeios: Odeio Rodeio. Rita dá um show e explica direitinho esse vexame da (des)cultura.

3- A "tradição cultural" pode e deve ser transformada em "evolução" e, para tal, toda e qualquer prática tradicional que imponha crueldade e maus tratos aos animais deve ser extinta, excluída de nossa cultura.

Mais:

Os produtos utilizados nesses eventos são, em maior parte, couro e metais. Com o couro (novamente recorrendo às nossas aulas do ensino fundamental), podemos fazer roupas, bolsas, calçados e um milhão de outros produtos. O metal que deixará de ser usado na fabricação de esporas e troféus (só para citar alguns), pode muito bem ser reaproveitado em utilidades domésticas e o que a imaginação puder criar.

Essa "indústria de acessórios e serviços" saberá encontrar um novo caminho para ganhar dinheiro, sem vaquejadas e "esportes" do gênero. Brasileiro mercenário é criativo demais para deixar de criar novas formas de obter recursos desse bando de idiotas que se disfarçam de esportistas.

Por fim, a "geração de renda" não pode valer como justificativa para continuidade de tais práticas, pois há várias outras formas mais responsáveis de obter renda, não é verdade? Não somos reconhecidos como um povo criativo? É só colocar a criatividade a serviço do racional, oras!

Por esses e muitos outros motivos, devemos ficar contra o PL de Nonô. Não basta reencaminhar e-mail. Tem que entrar em contato com a Câmara dos Deputados pedindo que a alteração seja recusada. Por e-mail, por telefone, por carta, postando sua posição nos blogues e sites das quais participa.

A Câmara permite acompanhamento de PLs e outros bichos.

Fazendo o cadastro, passamos a receber todas as movimentações referentes aos assuntos de nosso interesse. Seria muito legal ter um bando de gente acompanhando o andamento dessa e diversas outras PLs. É dessa forma que nossos políticos tomam conhecimento se um PL provoca interesse do cidadão.

O site da Câmara (Proposições e Projetos de Lei):
http://www2.camara.gov.br/proposicoes

E do Senado (Projetos e Matérias Legislativas):
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/default.asp
PS.: a pedido de vários internautas a postagem original foi atualizada até este ponto, tornando o entendimento mais fácil e retirando alguns parágrafos que poderiam ocasionar dúvidas.

Meus agradecimentos a BrnLng , Silvan, AGONIA, Cida, Bel Lucyk, Luciano, marpires (sem link), kátiacolorada e, principalmente à Bel (sem link), Luciano e Marco Antonio Barón.

Daqui pra baixo, continuo com a mensagem do post original.


A conclusão:

Tem havido muita irresponsabilidade de nossa parte (nós, internautas) na hora de passar uma mensagem adiante. Não trata-se apenas de "vender o peixe como comprei", pois, neste caso, a responsabilidade do revendedor do peixe é a mesma do vendedor. Para que a internet se desenvolva em todo o seu potencial, focando-se em seu aspecto positivo, é preciso uma boa porção de ética de nossa parte. Nós, internautas, somos sim, responsáveis pelas mensagens que reenviamos a nossos contatos, publicamos em nossos sites e blogues.

Creio ser o desejo da maioria, manter o espaço virtual com características saudáveis, priorizando a troca de conhecimento, o enriquecimento dos relacionamentos interpessoais e seu espírito agregador. Portanto é nosso dever e obrigação lutar por uma internet limpa, começando por reconhecer nossa responsabilidade na hora de reencaminhar uma mensagem adiante, sem o devido esclarecimento da mesma.

O Google está aí pra isso mesmo. Uma pesquisa e a leitura de algumas páginas trazidas no resultado da pesquisa torna-se imprescindível, desde que, tais páginas tenham autoridade no assunto. Do contrário, o melhor a fazer é simplesmente excluir a notícia.

Relembrando: se você não tem tempo ou está com preguiça de verificar a veracidade de uma mensagem, a única coisa que você tema fazer é excluir a mensagem, sem enviar à sua lista de contatos. O tempo que demoramos para reencaminhar uma mensagem é, muitas vezes mais demorado do que verficar o teor da mensagem.

Agora deixei tudo bem explicadinho? :)

Raciocina, galera

Beijinhos

PS.: galera, leiam os comentários. Há informações complementares.

Atualização - 7 de outubro de 2009

Galerinha, estou muito cansada e um pouquinho de pileque mas tentarei ser o mais clara possível.

O problema todo envolve duas palavrinhas - "domésticos e domesticados" que estão no artigo 32, da Lei de Crime Ambiental:

"Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos"

Nonô mostrou-se muito preocupado com o "exagero" de ambientalistas, que podem tentar impedir cavalhadas, vaquejadas, rodeios, etc. Justifica-se ele, dizendo que tais práticas são parte de nossa cultura, geram renda e devem ser preservadas.

Os ambientalistas e defensores dos animais não estão vendo nenhuma graça em continuar apertando o testículo de touros, cavalos, etc., a título de diversão e esporte.

É basicamente isso, numa linguagem bem popular e resumida.

Então, quem gosta de animais, quem acha um absurdo promover tortura aos bichos como diversão, pronunciem-se contra a retirada das palavras "domésticos ou domesticados".
Quem acha que é uma maravilha torturar os animais, fica junto com Nonô.

Queria ser mais clara e precisa mas o micro da casa que estou é muito ruim (nem tem firefox, chrome, seamonkey ou safári). Quando estiver no meu micro, darei umas pinceladas pra evitar de influenciar a opinião de vocês.

Beijinhos

Complementação

A PL 3.981/2000, de Ramez Tebet, que "aumenta a pena de um sexto a dois terços se os animais são submetidos a briga, e de dois terços se ocorrer a morte do animal.", foi "Arquivado nos termos do § 4º do artigo 58 do RICD. DCD de 02/06/09 PÁG 25386 COL 02" pela MESA e teve essa decisão publicada no Diário Oficial em 2 de junho de 2009, no final da página 175 e início da página 176.

DECISÃO DA PRESIDÊNCIA
ARQUIVEM-SE, nos termos do § 4º do artigo 58 do RICD, as seguintes proposições:

PROJETOS DE LEI
Nº 3.981/2000 (Senado Federal – Ramez Tebet) – Altera o art. 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, para determinar aumento de pena na hipótese que especifica.
Nº 1.901/1999 (Luiz Bittencourt) – Altera dispositivo da Lei nº 9.605, de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.
Nº 4.790/1998 (Antonio Ebling) – Acrescenta § 3º ao art. 32 da Lei nº 9.605, de 13 de fevereiro de 1998, que “dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências”.
Nº 4.340/04 (Fernando de Fabinho) – Descriminaliza as competições entre animais.
Nº 4.343/2004 (Alberto Fraga) – Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, para aumentar a pena de maus tratos animais expostos em espetáculos públicos, e dá outras providências.
Brasília, 1 de junho de 2009. – Michel Temer, Presidente.


Essa decisão acabou por provocar o desapençamento do PL nº 4548/98, de José Thomaz Nonô. "Apensamento" pode ser entendido aqui como uma "separação". Na prática, o PL 4548/98 não está mais apensado (anexado) à PL 3.981/2000, que foi arquivada, como podemos ver no parágrafo seguinte. Atualmente (5/6/2009) a situação do PL 4548/98, de Nonô, encontra-se assim:

Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) - Tendo em vista o arquivamento do Projeto de Lei nº 3.981/00, principal, e dos Projetos de Lei nºs 1.901/99, 4.790/98, 4.340/04 e 4.343/04, apensados, esclareço, por oportuno, que os PLs 4548/98 e 4602/98, apensados, encontram-se prontos para Ordem do Dia do Plenário, em face da aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em 12/11/08, do parecer do relator, deputado Regis de Oliveira, pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação do PL 4548/1998 e do PL 4602/1998, apensados, com substitutivo. Publique-se. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário. Regime de Tramitação: Prioridade.

Nossos deputados parecem não entender o significado da palavra "prioridade", pois até o momento o PL não foi levado à votação.

Atualização em 17 de novembro de 2009

Recebi uma atualização, via comentários no blogue, que a PL 4.548/98 está apensada à PL-5952/2009. Como meus queridos 'Anônimos" não repassam nada completo, só pra me fazer trabalhar, fui na nossa casa verificar que PL é essa.

PL-5952/2009

Art. 1º - Esta Lei restabelece o art. 64, do Decreto Lei nº 3.688/1941, tipificando novamente a conduta de tratar animal doméstico com crueldade ou submetê-lo a trabalho excessivo como contravenção penal.

Art. 2º - O art. 64, do Decreto Lei nº 3.688/1961, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 64. Tratar animal doméstico com crueldade ou submetê-lo a trabalho excessivo:

Pena – prisão simples, de dez dias a um mês, ou multa, de cem a quinhentos mil réis.
§ 1º Na mesma pena incorre aquele que, embora para fins didáticos ou científicos, realiza em lugar público ou exposto ao publico, experiência dolorosa ou cruel em animal vivo.

§ 2º Aplica-se a pena com aumento de metade, se o animal é submetido a trabalho excessivo ou tratado com crueldade, em exibição ou espetáculo público.


Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, em 02 de setembro de 2009.
Regis de Oliveira
Deputado Federal

OPS! Peraí.... Multa de cem a quinhentos mil réis ???? E 0 Real (R$) onde fica? Xiiiiiiiiiiii...

Gostei das palavras "exibição ou espetáculo público"

Longe é só vitórias

Longe é um lugar que não existe mas se não existe o longe porque demoramos pra chegar lá? Se a distância é o tempo que gastamos pra chegar, porque fazer do percurso um espaço monótono? Assim como em grandes viagens intercalamos pausas, em grandes objetivos intercalamos vitórias.

Bjs

Elida

Como deve ser um Ovo de Páscoa Perfeito

Enorme. Sempre. Com várias camadas alternadas e generosas de chocolates branco e preto, cada uma com um gostinho especial. Uma camada com nozes, outra com avelãs, outra com passas ao rum, e mais algumas com cerejas, bananas carameladas, quinoa com mel e etecéteras.

Depois de tanto chocolate, posso dispensar os bombons. Troco-os por uns 20 vale-livros e igual número de vale-cds para serem trocados em qualquer loja.

Isso sim seria um perfeito Ovo de Páscoa Perfeito. Daria vazão ao meu lado egoísta e não dividiria nada com ninguém. :)

Bjs

Sean (filho) e David (pai) Goldman, marionetes nas mãos da família Lins e Silva

Não sei se já viram algum notícia sobre o menino Sean Goldman, sequestrado pela mãe e que depois da morte desta, tornou-se "propriedade" de Paulo Lins e Silva e dos co-sequestradores avós maternos.

O pai verdadeiro vem lutando na justiça americana e brasileira para tentar reaver o filho mas como a família do posseiro é essa aí, o caso vem se arrastando na justiça.

Ultimamente o "posseiro" e sua trupe vem dando algumas entrevistas, na tentativa de trazerem a opinião pública para o lado deles, com desculpas de que o menino adora a avó, que está bem e feliz. O menino adora a avó? Certo. E não tem o direito de adorar seu genitor também? Segundo o "proprietário" Paulo Lins e Silva, a resposta é não.

Vamos nós, mães, tentar viajar com nosso filho para uma cidade ou estado vizinho. Os fiscais só vão nos deixar seguir viagem se apresentarmos alguma declaração do pai. Mas no caso se Sean Goldman, menino que virou "propriedade", basta à justiça brasileira tomar conhecimento dos desejos e mimos do "dono" de Sean Goldman. E o pai genitor? Provavelmente a tal vovó, citada como co-sequestradora e provavelmente uma egoísta sem-vergonha, deve estar pensando algo parecido como: "que se exploda!"

http://www.bringseanhome.org/
http://www.circuitomt.com.br/home/materia/15899
http://conversadelas.com/?p=1183
http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/internet/sean-goldman-internet-e-a-arcaica-justica-brasileira

06/04/2009 - Incrível

O post acima teve a intenção de provocar a reflexão dos visitantes. Pensei que fosse deparar-me com algumas mensagens reclamando da forma sensacionalista e emotiva que utilizei. O mais incrível é que as pessoas se calaram, aceitaram meus comentários sem mais nem menos.

Enfim, o caso do menino Sean pede uma análise mais profunda e fria da questão. Qualquer que seja a decisão da justiça, o menino sairá perdendo.

A família morava nos Estados Unidos, a mãe armou uma desculpa para vir ao Brasil com o menino e nunca mais retornou, distanciando o pai do filho e vice-versa. Aqui no Brasil, o pai tem encontrado muitas dificuldades para ter o filho de volta mesmo depois da morte da mãe. E ponto final... Ou não.

Bjs


Atualização em 17/12/2009. Jornal O Dia Online:

Pai do menino Sean Goldman desembarca no Rio

POR AMANDA PINHEIRO

Rio - O americano David Goldman, pai do menino Sean Goldman, desembarcou na tarde desta quinta-feira no aeroporto Internacional Tom Jobim, de um voo procedente de Nova Iorque. O voo chegou ao Tom Jobim às 13h27. Goldman veio acompanhado de advogados e foi recebido por membros do Consulado Americano no Rio. O comboio de carros seguiu acompanhado por policiais até um hotel na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Advogados da família brasileira de Sean Goldman avisaram que só vão se pronunciar tão logo Supremo decida sobre o habeas-corpos. Durante o voo, David concedeu uma entrevista a uma equipe da rede de TV CNN, que o acompanhou na viagem, e afirmou: "Espero voltar pra casa com meu filho".

Na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, determinou que o menino Sean Goldman, 9 anos, deveria ser entregue seu pai biológico, o americano David Goldman. A criança terá que ser entregue ao Consulado americano no Rio.

A polêmica sobre a guarda de Sean mobilizou o Brasil e EUA a ponto de o presidente americano, Barack Obama, interceder junto ao presidente Luís Inácio Lula da Silva durante reunião em Washington.

ENTENDA O CASO

O menino nasceu e viveu até 2004 nos EUA, quando sua mãe, a brasileira Bruna Bianchi, disse ao marido que viria com ele passar férias no Brasil. Eles não retornaram. Depois Bruna se separou, se casou de novo no Brasil e, no ano passado, morreu no parto de sua filha com o advogado João Lins e Silva. Desde então, Sean está sob a custódia provisória de seus avós maternos e de seu padrasto, que tentam garantir judicialmente a guarda.

Os avós maternos de Sean apresentaram segunda-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de habeas corpus cautelar e com caráter de urgência para impedir que ele saia do País sem que o menino diga a um juiz o que deseja, se ficar no Brasil ou viver nos EUA com o pai biológico.

O Supremo Tribunal Federal ainda não deu seu parecer, mas já se manifestou anteriormente sobre o caso e decidiu que a competência cabe à Justiça do Rio de Janeiro. Além disso, rejeitou outro pedido de habeas corpus apresentado em 30 de julho.

MEMÓRIA

A história da luta do americano David Goldman para reaver a guarda do filho mobilizou a opinião pública e o governo americano. Lá, a defesa da volta do menino aos EUA é praticamente uma unanimidade. A secretária de Estado, Hillary Clinton, sempre destacou a posição americana pela volta de Sean em reuniões com autoridades brasileiras. David esteve no Brasil este ano para acompanhar julgamento no STF, em junho, quando o tribunal determinou que a Justiça Federal do Rio tomasse a última decisão.

Em março, amigos e parentes de Bruna e João mobilizaram 300 pessoas em protesto na orla pela permanência do menino no Brasil.

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/12/pai_do_menino_sean_goldman_desembarca_no_rio_53779.html

Faço votos para que o pai biológico finalmente consiga a guarda do seu filho e que possam passar o Natal juntos. 

Bjs ao menino Sean e ao David.

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2ª Atualização, respondendo à "priscila" (sem link), nos comentários:


Oi, Priscila.

Assim que acabei de postar a atualização recebi a última e infeliz notícia sobre o caso do menino Sean Goldman e o pai, David Goldman.

Fui pesquisar um pouquinho no Google e li numa reportagem que "O americano David Goldman está proibido de mencionar em seu site Bring S. Home (Traga S. para casa) o nome dos advogados Paulo Lins e Silva e João Paulo Lins e Silva. Está obrigado também a retirar do ar as ofensas feitas contra os dois advogados."

Quanto as ofensas, tudo bem. Mas proibir de mencionar os nomes dos advogados da avó materna? Um deles, inclusive teve um caso com a Bruna, a mãe sequestradora, que chegou ao casamento.

Aos que não estão entendendo nada, sugiro a leitura completa de toda essa história nos dois links abaixo:

Jus Brasil:
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/161054/americano-briga-com-brasileiro-pela-guarda-do-filho-david-goldman-pede-na-justica-o-direito-de-levar-para-os-eua-o-filho-que-teve-com-uma-brasileira-e-que-depois-da-morte-da-mae-ficou-sob-a-guarda-do-padrasto-no-brasil

Consultor Jurídico: http://www.conjur.com.br/2008-nov-03/americano_briga_brasileiro_guarda_filho

Só não concordo em dizer que David está "brigando pela guarda do filho". Na realidade, David Goldman está lutando pelo direito de ser pai de seu próprio filho.

Beijinhos carinhosos

RJ sem mais feriados.

Puxa, que sacanagem! :)

Governo estabelece que não terá novos feriados no Rio

JB Online, 19:07 - 01/04/2009

RIO - O governador Sérgio Cabral sancionou a Lei 5423, que regulamenta a instituição de datas comemorativas no estado. De acordo com o texto legal, a instituição de datas para homenagear pessoas, santos, profissões e outros temas de interesse comemorativo no Estado não implicará na decretação de feriados.

Os feriados nacionais e estaduais já existentes não serão afetados pela lei, que entra em vigor nesta quarta-feira, data de sua publicação no Diário Oficial.

Em alguns anos os feriados atingiram mais de cem dias por ano, o que não justifica o bloqueio para novos feriados. Isso porque, aos domingos, quase metade do comércio carioca abre normalmente: shoppings, supermercados, padarias, lanchonetes, lojinhas de bairro...

Para uma lei como essa, o trabalho aos domingos deveria ser terminantemente proibido, mantendo-se somente os essenciais, como hospitais e etecéteras.

Hora do Planeta, dia 28 de março, às 20h30

É muito bacana essas campanhas, participo sempre que posso. Já fez aquele programa que sugere passar uma semana sem utilizar eletricidade? Deveriam tentar pois chega a ser engraçado. Nos dois primeiros dias pode bater uma espécie de desespero. A partir do terceiro dia é que a experiência fica bem legal mas não posso contar porque cada experiência é única. É bom debater com quem já fez a experiência.

Vem mais uma experiência, bem leve por sinal. Pede para apagar as luzes por apenas 60 minutos. É pouquinho tempo e pede que se apague só as luzes da sala mas serve como um teste.

Sábado, 28 de março, às 20h30

Às 20h30 do dia 28 de março de 2009, cidades em todo o planeta irão apagar as luzes durante uma hora, num ato simbólico, como uma eloquente mensagem de que é possível agir contra o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala
.



Cidadão

Cada pessoa tem um papel importante no combate às mudanças climáticas. Por isso, não perca tempo, acesse o kit de ações do cidadão e nos ajude a mobilizar o maior número de pessoas possível na luta contra o aquecimento global.

Como participar - Cidadão [ pdf, 92Kb ]


Hora do Planeta 2009

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Conhecido mundialmente como Earth Hour, a Hora do Planeta será promovida no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro , a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Cadastre-se já no site Hora do Planeta e participe também deste movimento.

WWF-Brasil - Hora do Planeta
www.horadoplaneta.org.br

Malas perdidas e camisinhas furadas

A imprensa, quando cumpre o seu papel com responsabilidade, apresenta fatos interessantíssimos. São cerca de 42 milhões de malas perdidas por ano nos aeroportos. Cerca de 2,5% jamais são encontradas. Parece um percentual pequeno mas não é. Representa mais de um milhão de malas que somem como num passe de mágica. Saindo do real e entrando na ficção, tento imaginar um conteúdo mínimo dessas malas como 15 peças de vestuários, 10 acessórios pessoais, 2 pares de calçados, 5 produtos que seriam usados para presentear, 1 livro, 1 equipamento pessoal e 4 artigos de higiene. Concluo que aproximadamente 45,6 milhões de coisas e objetos que não chegam a seus donos. É mais do que um sumiço por mala. Pelo peso na carteira, avaliando cada ítem como cinco reais, são 228 milhões de reais que evaporam durante o ato de ir e vir. Ainda acha pouco?

A estatística real aborda apenas as malas que somem, ignorando o volume de pertences que somem de dentro das malas que encontram seus donos, prática igualmente comum em aeroportos (e como!). Além da experiência própria, conheço várias histórias de viajantes que tiveram uma coisinha ou outra furtada da mala. Também não é raro recebermos nossa mala com metade ou bem menos do que o conteúdo original. Não adianta recorrer aos balcões específicos porque depois do sumiço, a não ser que tenhamos algum papel que prove a existência daquilo que sumiu, ficamos a ver navios.

No início da viagem registramos apenas objetos de valor material mas não podemos registrar aquele baton na cor exata que queríamos e que só encontramos depois de alguns anos de pesquisa. Nem aquele chinelinho particularmente personalizado por uma artesã já falecida. Emoções e sentimentos não possuem valor algum no mundo capitalista.

A esperança nesse caos vem da Comissão Européia que lançou ontem uma investigação contra empresas aéreas e aeroportos. Além disso, determinará novas multas. (Opinião e notícia)

Choque mesmo, tive ao ler a manchete que dizia: "Comentários do papa sobre camisinha são ‘ameaça’, diz França". Fui ler além da manchete, neste e em outros sites de notícias, porque não acreditei no que estava lendo. Fiz bem porque notei que a reportagem era claramente tendenciosa. Na verdade o papa estava pregando a fidelidade como forma de evitar a aids. A Igreja considera o uso da camisinha uma ameça porque, assim protegidas, as pessoas pensam que podem sair por aí transando com qualquer um(a) que lhe aparece pela frente. (BBC)

Apesar de devidamente esclarecida em relação a notícia, não deixo de fazer côro com ativistas que dizem que o uso de preservativos é um dos únicos métodos comprovadamente eficazes de combate à doença. Pois é! É "um dos" mas não é o único e muito menos, o mais eficaz. A realidade mostra que as camisinhas não são 100% confiáveis. No fim das contas, o Papa está certo!

Não tenho o costume de comentar as notícias desta forma. Hoje foi uma exceção porque estou muito tagarela! :)

Agora vou visitar meu amigo rubro no sambaefutebolnaoexistenadaigual.blogspot.com - Êta nome comprido, sô!

Beijinhos

Inventor da internet adverte sobre “bisbilhotice online”

Todos sabem que, na internet, ninguém está a salvo. Quem ainda não enfrentou problemas no mundo virtual, com certeza conhece alguém que sim. Algumas dessas histórias fizeram parte de documentários, matérias jornalísicas ou livros.

No quesito divulgação de detalhes da vida particular, que permitem a localização de uma pessoa, os brasileiros foram considerados os mais "inocentes" - uma forma educada que os pesquisadores encontraram para nos chamar de otários.

Enfim, não custa alertar...

Falando aos membros do Parlamento britânico, o inventor da web, Tim Berners-Lee, posicionou-se contra a coleta de dados de usuários por empresas comerciais.

"As URLs utilizadas pelas pessoas revelam muitas coisas sobre suas vidas, amores, ódios e medos. Tratam-se de informações extremamente sensíveis", afirmou Berners-Lee.

O recente crescimento dos anúncios segmentados vem deixando em alerta defensores da privacidade online. Em sua forma mais simples, pode-se manter um registro das páginas visualizadas pelos internautas e mostrar a eles publicidades relacionadas às suas buscas na próxima vez em que entrarem no site.

As preocupações com essa prática dizem respeito à venda e ao compartilhamento desses registros com outras empresas.

Opinião e Notícia.

Beijos

Sobre o hífen, esse grande gerador de dúvidas.

Esse momento de transição para o Novo Acordo Ortográfico tornou o hífen em sinônimo de discórdia e símbolo máximo da dúvida. Tadinho do tracinho!

Mas o que aconteceu com o hífen, afinal? Nada. Simplesmente ele cansou de dividir algumas palavras e foi dividir outras. Só trocou de lugar. Sumiu de algumas palavras mas apareceu em outras, como por exemplo mandachuva que antes tinha hífen e agora não tem. O hífen do mandachuva ficou muito desolado e, sentindo-se meio que perdido decidiu aportar no micro-ondas que, antes do Novo Acordo Ortográfico não possuía o hífen.

Algumas expressões consagradas pelo uso perderam o hífen mas nem todas. Ninguém entende porque o para-quedas virou paraquedas e o para-brisa continuou para-brisa. Não conheço uma pessoa sequer que pronuncie "para pausa brisa", ouço sempre "parabrisa" sem nenhuma pausa.

Ninguém mais pode chegar abruptamente numa reunião de negócios. A situação tornou-se impossível desde que nasceu um hifen no meio: ab-rupto, ab-ruptamente. Não me perguntem por quê. Não vi nada sobre isso nas Bases do Novo Acordo Ortográfico.

A meu ver, o prefixo ab- se contradiz nas duas primeiras regras da BASE XVI. Na primeira regra podemos deduzir que não seria correto o uso do hífen. No primeiro ítem da segunda regra pede o hífen. Enfim, nossa ABL deixou a cargo de Evanildo Bechara a decisão final sobre essas lacunas e, apesar da esmagadora maioria dos linguistas e gramaticistas acharem mais apropriado escrever "abrupto", o titio Evanildo achou mais apropriada a forma com hífen, portanto, até que se prove o contrário, ab-rupto será escrito com o hífen.

As Bases do Novo Acordo Ortográfico, assinado pelos países da CPLP e que tratam do uso do hífen são 3: XV, XVI e XVII:

BASE XV DO HÍFEN EM COMPOSTOS, LOCUÇÕES E ENCADEAMENTOS VOCABULARES

1º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido:

ano-luz, orce-bispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-
asiático, cifro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.

Obs.: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc.

2º) Emprega-se o hífen nos topónimos/topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo:

Grã-Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.

Obs.: Os outros topónimos/topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, etc. O topónimo/topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso.

3º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento:

abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inâcio, bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d'água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de um pássaro).

4º) Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações:

bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf malfalante), bem-mandado (cf. malmandado). bem-nascido (cf. malnascido) , bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto).

Obs.: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc.

5º) Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem:

além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-fiar, aquém-Pireneus; recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem-vergonha.

6º) Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções:

a) Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar;
b) Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho;
c) Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja;
d) Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), depois de amanhã, em cima, por isso;
e) Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a;
f) Conjuncionais: afim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que.

7º) Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique, e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topónimos/topônimos (tipo: Austria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro, etc.).

BASE XVI DO HÍFEN NAS FORMAÇÕES POR PREFIXAÇÃO, RECOMPOSIÇÃO E SUFIXAÇÃO

1º) Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, hio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos:

a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harmónico/contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar.

Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.

Obs.: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc.

c) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado atrás na alínea a): circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude.

d) Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

e) Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.

f) Nas formações com os prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró-, quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover).

2º) Não se emprega, pois, o hífen:

a) Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducaçao. extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual.

3º) Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.

BASE XVII DO HÍFEN NA ÊNCLISE, NA TMESE E COM O VERBO HAVER

1º) Emprega-se o hífen na ênclise e na tmese: amá-lo, dá-se, deixa-o, partir-lhe; amá-lo-ei, enviar-lhe-emos.

2º) Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.

Obs.: 1. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer, dos verbos querer e requerer, em vez de quere e requere, estas últimas formas conservam-se, no entanto, nos casos de ênclise: quere-o(s), requere-o(s). Nestes contextos, as formas (legítimas, aliás) qué-lo e requé-lo são pouco usadas.

2. Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio eis (eis-me, ei-lo) e ainda nas combinações de formas pronominais do tipo no-lo, vo-las, quando em próclise (por ex.: esperamos que no-lo comprem).

Base XV, XVI e XVII retiradas do site CPLP:
[ Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ] (assinado a 16 de Dezembro de 1990.pdf)

Moto atropela Fox

1- Da última vez que saímos, minha filha foi atropelada por uma motocicleta. O amassadinho no Fox "Sangue" não esquentou muito a cabeça da minha princesinha, não. Já a representação de Apollo que pilotava a tal moto.. Ui, ui, ui!... :)

2- Tem gente que sabe fazer um carinho gostoso, mesmo pelo virtual. Obrigada, Monteiro, seu e-mail está uma fofurinha! :)

Beijinhos carinhosos

Volto já

A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela… :)

Bom Carnaval a todos.

Beijinhos carinhosos
Elida Kronig

Pintura para Bira da Beija-Flor

A escola Beija-Flor de Nilópolis, que ganhou fama pela inovação, criatividade e originalidade em seus desfiles (leia-se Joãozinho Trinta), surpreendeu-me pela marcha ré em relação ao diretor Bira.

Bira faz performances maravilhosas. As pinturas corporais são um verdadeiro show, resultado dos trabalhos de maquiagem do Bira e da pintura de Marcelo Augusto.

Laíla não quer que o Bira desfile pintado por um motivo hipócrita: simplesmente porque tira o "brilho" das musas. Pergunto: Que brilho? Mulher pelada temos nos 365 dias do ano e se os fotógrafos preferem clicar Bira é porque há algo mais no Bira; originalidade, por exemplo.

Laíla, ao invés de retroceder porque não inovar trazendo todos os diretores pintados? É esquisito ver os diretores de camiseta de malha e calça comprida no meio de plumas e paetês... A harmonia fica quebrada.

"Apesar do sucesso, Bira sabe que a apresentação da pintura, combinada a movimentos cadenciados, é o terror das beldades. “Muitos destaques pedem para eu não ficar perto."

Esquenta não, Bira. É que esses destaques não são tão destaques quanto pensam. :)

Cada coisa doida...

Cometa verde aproxima-se da Terra

A maioria dos brasileiros deverá estar entretida o suficiente pulando carnaval, e poderá não se dar conta de que um enfeite inusitado estará também decorando os céus.

Cometa Verde

O cometa Lulin, um cometa verde, deverá estar no seu ponto mais próximo da Terra justamente na terça-feira de Carnaval, dia 24 de Fevereiro.

O nome Lulin foi dado em homenagem ao telescópio utilizado em sua descoberta, localizado na China. As fotos foram feitas pelo astrônomo taiwanês Chi Sheng Lin, mas o cometa verde foi identificado pelo estudante chinês Quanzhi Ye, de 19 anos, em Julho de 2007.

Os astrônomos estimam que o cometa verde atingirá um brilho de magnitude entre 4 e 5. Isso significa que ele só poderá ser visto fora das cidades, onde o céu é escuro o suficiente. Mas estas são apenas estimativas, uma vez que esta será a primeira vez que o Lulin passará próximo à Terra e poderá ser observado em detalhes.

Atmosfera venenosa

A cor verde do Lulin vem dos gases que formam sua "atmosfera." Os jatos que emanam do núcleo do cometa contêm cianogênio - um gás venenoso encontrado em muitos cometas - e carbono diatômico (C2). Estas duas substâncias emitem luz verde quando iluminadas pela luz do Sol nas condições de quase-vácuo do espaço.

Apesar de tóxicos, os gases emanados pelo cometa não representam perigo. Primeiro porque ele passará a 60 milhões de quilômetros da Terra. Em segundo lugar, mesmo se o cometa passasse mais próximo, e a Terra cruzasse sua cauda, os gases não seriam capazes de penetrar nossa atmosfera, muito mais densa.

Ainda numa última hipótese, caso esses gases pudessem entrar na atmosfera da Terra, não haveria gases suficientes para representar qualquer perigo. Ou seja, o único efeito sensível desses gases tóxicos é de o tornar o Lulin um belo cometa verde.

No Carnaval, o Lulin deverá ser visto próximo a Saturno, na Constelação de Leão. Localizar Saturno não é difícil, mesmo a olho nu. É provável, mas não certo, que o cometa verde também possa ser visto a olho nu. (IT).

Já em outro site, a notícia diz:

Cometa Lulin pode ser observado até 24 de fevereiro


O cometa Lulin, descoberto por astrônomos de Taiwan e da China, está cruzando os ceús de várias localidades do mundo, inclusive o Brasil, e poderá ser visto em seu maior esplendor no próximo dia 24 de fevereiro. Neste dia, o brilho do fenômeno permitirá que seja observado por qualquer pessoa apenas com a ajuda de um binóculo.

Segundo especialistas, o cometa pode ser observado das 4h até o início da manhã nos dias que antecedem sua máxima. Já em 24 de fevereiro, ele se tornará visível desde o entardecer até o amanhecer do dia seguinte.

"Binóculo tem que ser utilizado de qualquer maneira porque o cometa está justo no limite de não ser mais visto sem instrumentos", informou o astrônomo chileno Arturo Gómez ao Terra Chile. De acordo com o pesquisador, um dia de clima ameno e lua pequena no céu serão condições astronômicas ideais para os curiosos enxergarem o cometa.

Na maior aproximação, o Lulin chegará a 60 milhões de quilômetros da Terra e depois nunca mais passará por aqui. O nome original do cometa é Lulin c/2007. Gómez explicou que a letra "c" indica que o cometa possui uma orbita que dura mais de 200 anos. (TC)

Bjs
Elida

Reforma Ortográfica já está valendo no BrOffice

Reforma ortográfica para o seu computador

Usuários do BROffice já podem baixar o Vero, corretor grátis que usa as novas regras de ortografia. Microsoft promete adaptação do Word ainda este ano.

Usuários do pacote BrOffice, versão brasileira da suíte de código aberto OpenOffice, que tem editor de texto, planilhas e apresentações grátis, já dispoem de um verificador adequado às novas regras.

O Vero foi lançado em julho de 2008 e, como é software livre, recebe contribuições e atualizações constantes. A versão mais recente inclui ainda um divisor de sílabas.

Para atualizar o corretor ou baixar o programa, visite www.broffice.org/verortografico/baixar. O aplicativo Vero também funciona no navegador Mozilla Firefox.

Quem usa o pacote Office, da Microsoft, ou o Google Docs, terá que esperar mais um pouco. O Google fará as adaptações até o fim do prazo de adaptação. Já a Microsoft anunciou que seus clientes terão de esperar até o segundo semestre deste ano para que o recurso e os menus dos seus programas sejam adaptados à reforma.

Alguns sites já começaram a oferecer correções online. No Interney basta colar o texto no campo indicado para recebê-lo corrigido de acordo com as novas regras.

O que muda na ortografia

Na maioria dos corretores, palavras escritas de forma incorreta são destacadas em vermelho. Sem atualização, o corretor apontará a nova grafia como erro. Para evitar o transtorno no MS Word, vá em Ferramentas e desabilite a correção ou adicione ao dicionário as novas grafias.

O trema só vale para nomes próprios e derivados. Perdem o acento agudo: paroxítonas com ditongos abertos (ói, éi), com I e U tônicas após ditongo, com vogal dupla, palavras com acento diferencial.

O hífen é obrigatório quando o segundo termo começa por H. Mas se for iniciado por R ou S, o sinal não se aplica e a letra deve ser repetida.

O Dia.

beijinhos

Golfinhos dão show na Praia de São Conrado

Apesar do tempo nublado, a Praia de São Conrado recebeu um grupo de visitantes ilustres na manhã de ontem. Cerca de 30 golfinhos protagonizaram um belo espetáculo e fizeram a alegria dos poucos banhistas e de quem caminhava pelo calçadão.

Segundo especialistas, o balé dos cetáceos na orla do Rio é normal nesta época do ano. Eles vêm atraídos pelas águas mais quentes e pela fartura de alimentos.

“É comum essa aproximação de golfinhos. Eles devem ter vindo atrás de um grande cardume”, afirmou o biólogo marinho Marcelo Szpilman, do Instituto Aqualung.

As chuvas dos últimos dias podem ter contribuído para o aumento de peixes em São Conrado, região sob influência das lagoas de Jacarepaguá. “Quando chove, há maior despejo de matéria orgânica no mar, atraindo os cardumes”, explicou o biólogo Mário Moscatelli.

Apesar de a visita ser comum, a quantidade de golfinhos surpreendeu. Mas, segundo Mário, não há explicação para o número. “Com tanta comida eles se reuniram para fazer um ‘self-service’”, brincou o biólogo.

Notícia e foto, no jornal O Dia.

Feijoada for foreigns

Hi, Honey

I found this recipe for Brazilian Feijoada. Excuse me but I used the online translation services...
Tip: Change the oil, use virgin olive oil, ok?

400 g of dried meat
400 g of smoked pork ribs
1 foot of salted pork
2 rabinhos of salted pork
200 g of salt pork ear
300 g of salted pork loin
2 paios
250 g of thick pork sausages
200 g of smoked ox tongue
100 g of bacon
1 kg and 1 / 2 of black beans of good quality
6 leaves of laurel
400 g of onion and little pinprick
200 g of chopped garlic
1 cup oil
12 Bahia oranges or select
12 doses of brandy (for broth)

Cabbage to mining (for 4 people):
2 bunches of kale
10 garlic cloves,
150 g of bacon chopped into cubes
1 tablespoon of oil
Salt

Farofa egg (for 4 people):
3 cups of cassava's flour, slightly toasted
3 eggs
1 tablespoon of butter
1 small onion
1 tablespoon parsley curly and full of little pinprick
Salt and pepper to taste

1. Feijoada completa: Clean and salted meat, making the excess fat and veins, by the clearing, and putting them in sauce for 24 hours in water
2. Change the water three to four times during this period
3. Pick and wash the beans, and place the sauce for at least 6 hours
4. After the sauce, boil the meat in salted pieces intact, more or less over 20 minutes, strong on fire, playing off the water to remove excess fat
5. Boil the foot and rabinhos separately, putting the lemon, cut into four, in the boiling water
6. Place the beans for cooking, along with the leaves of laurel and two oranges, with peel, cut into halves
7. When you start to boil, add the meat goes in the following order: meat dry, foot and ear
8. Half an hour later put the language, the rabinhos and rib, and after half an hour, place the fillet, the sausage, bacon and the Paio, tending to get out and play throughout the cooking, the fat that is rising to the surface
9. Go adding hot water as necessary, taking care to always keep the meat covered by broth
10. When the beans are soft, remove the halves of oranges
11. Douro and the onion and garlic in a cup of oil previously heated in a frying pan and put in the pot of cooking
12. After two hours start to test the degree of cooking the meat with a fork, because not all reach the degree of tenderness at the same time, removing and reserving those already at the point
13. Taste the salt and make the scum to take any excess fat
14. Remove two shells filled with grains and love with a fork until a folder
15. Mix with beans and lower the fire
16. When all the meat and beans are on the point, remove the meat and cut into small pieces to serve, going back to the pot with the beans and cooking for another 10 to 15 minutes on low heat
17. Peel the remaining oranges, removing all skin and seeds and cut into pieces and not very big place in the refrigerator until the time of serving
18. Prepare a white rice, cabbage and farofa
19. Take a caldinho using 12 doses of brandy and 6 shells of the strained juice of feijoada, medium drain
20. Serve all meat cut into pieces in a regular cross and beans in a large deep dish with lid
21. The other accompaniments are distributed by caldinho sleepers and must be served as an aperitif, a half hour before the feijoada go to the table

1. Couve to mining: Clean the kale, remove the stems and midrib
2. Cutting fininha well in a bowl of cold water with salt
3. Fry the bacon in oil until greaves
4. Remove and run on absorbent paper
5. Douro the garlic in 2 tablespoons of meat soup of the frying greaves
6. Mix with cabbage escorrida and dry on a napkin
7. Refogue on fire strong, dropping with the fork, blue whiting and to make all the water evaporates
8. Arrange on a crossing and salpique with greaves

1. Farofa egg: Beat the eggs as for omelet with 2 tablespoon of cold water and tempre with salt and pepper to taste
2. Heat the butter, onion batidinha and sweeten the mix with eggs, beating with a fork
3. When the eggs start to curdle, add the flour and mix well
4. Serve more dry or wet, as the taste
5. Finally, add the parsley

The recipe it's for 12 peoples.

Caipirinha? I don't say! :)

Kisses

Tudo Gostoso (site Everything nice)

Softwares Livres que devem ser usados antes de morrer - II

Vamos continuar?

Na Parte I da série Software Livre é Uma Questão de Liberdade, dei uma lista de opções de navegadores livres. Não gostei muito porque minha raposinha de fogo ficou em terceiro lugar entre meus corajosos amigos e visitantes que experimentaram os navegadores. Flock e SeaMonkey estão na preferência dos iniciantes.

Na Parte II dessa série, trago uma lista de Softwares Livres tão poderosos quanto seus equivalentes em softwares comerciais. Photoshop, Corel, Ulead? Esqueça-os, Ignore-os!

1- Gimp = a versão livre do Photoshop. GIMP quer dizer GNU Image Manipulation Program. Em português o nome é Programa de Manipulação de Imagem GNU. Além da grande quantidade de ferramentas, o programa oferece um conjunto de scripts que permitem aumentar os efeitos indeterminadamente, dando mais liberdade ao usuário. Veja as telas do GIMP. Tem versão em português do Brasil
Site Oficial: http://www.gimp.org/
Baixaki: http://www.baixaki.com.br/download/The-GIMP.htm

2- Inkscape = programa de desenho vetorial. Versão livre do Illustrator, CorelDraw, ou Xara X, usando o formato de arquivo de acordo com o W3C standard Scalable Vector Graphics (SVG). Além do SVG ele é capaz de importar diversos formatos como EPS, PostScript, AI, WMF, JPEG, PNG, BMP, TIFF, dentre outros. Exporta o PNG para uso direto na web e pode salvar em SVG, EPS, PDF...
Site Oficial: http://www.inkscape.org/
Inkscape Brasil: http://wiki.softwarelivre.org/InkscapeBrasil
Baixaki: http://www.baixaki.com.br/download/inkscape.htm

FAQ:

O que é GNU?
Pois é, já vimos essa sigla tantas vezes, né? Não vou entrar em detalhes agora mas, depois que terminar de verificar a lista que preparei, dê um pulinho nesse link, em arquivo txt (Notepad/Bloco de Notas - sem perigo), falando sobre o GNU.

O que é W3C?
É a organização responsável pela padronização dos formatos web, seja páginas da web (html, css, xhtml etc), imagens, linguagem, softwares, etecéteras. É um consórcio de empresas de alta tecnologia que batalham para levar a Web ao seu potencial máximo. Eles pesquisam e avaliam o melhor resultado para a World Wide Web, com a mais perfeita compatibilidade em todos os sistemas operacionais, navegadores, resoluções e tudo o mais. Eles trabalham pra caramba para que você possa visitar qualquer página com a formatação original do criador da mesma, só para citar um dos inúmeros exemplos do que esse consórcio faz. Para ter uma idéia mais clara, visite o site do W3C, note o tamanho do site e as inúmeras informações que ele contém. Infelizmente, a Microsoft não está nem aí para sua escolha, desde que esteja usando produtos dele. Acredite: se você é usuário e fã dos trecos desenvolvidos pela MS, tenha certeza de que não está vendo as coisas como elas realmente são.

Por enquanto é só!

Beijinhos

Condomínio de luxo

Meus finais de semana, quando não estão ocupados com ações e reuniões, são passados num lugarzinho muito gostoso.

Nos dois lados da pequena construção tem terrenos ocupados pela Natureza. Do meu lado direito tem muitas árvores frutíferas como jaqueiras, mamoeiros, limoeiros, mangueiras, abacateiros, goiabeiras, jabuticabeiras, bananeiras e outras frutas que não sei o nome. Do meu lado esquerdo, o terreno foi ocupado por pés-de-cana (não o bebum, a doce cana mesmo), flores brancas, rosas, amarelas, coloridas. No meio desta cadeia, fico sentindo-me como uma semente.

Tem uma árvore, do lado das flores, que é a minha preferida. Suas flores são brancas, meio douradas; os frutos são vermelhos, miúdos e em cachos. A cada dois meses o ciclo dessa árvore se renova e nascem muitos cachos. Essa constante floração torna-me uma felizarda pela variedade de pássaros que ouço todos os dias, em todas as épocas do ano.

São muitos sabiás, sanhaços, bem-te-vis e colibris. Há bandos de outros tres que não sei o nome. Um deles é do tamanho de um pardal, com penas que parecem de veludo e bico vermelho. O outro é branco, rabo e pontas das asas preto, com uma faixa escura nos olhos. O último é do tamanho de uma pomba mas extremamente elegante; é todo negro e com cauda comprida. Não é raro, essa árvore receber visitantes forasteiros, como canários, periquitos e maritacas.

Conheço todos de vista, assim como eles pressentem que não tenho intenção de fazer-lhes mal. Eles se acham os donos da casa, empoleirando-se confortavelmente em cima das persianas, no varal de roupas, em cima do armário ou da geladeira. O local preferido deles é em cima da geladeira, onde conservo alguns potinhos com guloseimas passarinhais e água fresca.

Acostumaram-se comigo e já não se assustam tanto quando me movimento pela casa, desde que eu não faça nenhum movimento repentino. Viramos amigos.

Na última primavera foi presenteada com um ninho de sanhaços na casinha de madeira que comprei a alguns meses atrás, com a intenção de começar a montar um "condomínio de luxo",
dentro de minha casa, para esses seres cantantes. O projeto do condomínio era um charme: algumas casinhas numa das paredes laterais da minha sala, muitas plantas penduradas, muitos bebedouros e pratinhos com comida farta. A construção começou na compra dessa casinha e infelizmente, por conta de minhas atividades, parou por aí. Não sabia se conquistaria algum inquilino mas é algo que vale tentar.

Não precisei me preocupar com o restante do projeto. Um casal de sanhaços gostou da localização dessa primeira casinha, largada na prateleira da área de serviço, ao lado do basculante que tem em cima da janela de correr.

Meus inquilinos não se importavam que eu usasse a cozinha mas a circulação pela área de serviço foi terminantemente proibida por eles. Qualquer ameaça de minha parte, aproximando-me da área de serviço, provocava reclamações desesperadas da futura mamãe e vôos com imprecações em língua de passarinho da parte do papai - só quem está acostumado a ouvir pássaros, sabe que eles tem um canto diferente, de queixa e zanga. Tive que esquecer a máquina de lavar e comprei um tanque pra colocar no quintal.

Acompanhei a espera dos filhotes, o nascimento, as aulas de vôo, a alimentação no bico, as visitas que receberam. Depois de deixarem-me mal acostumada com a presença deles, suas bagunças e cantorias, sem maiores explicações abandonaram a casinha.

Continuam a visitar os potinhos em cima da geladeira e são os mais escandalosos na hora de pedir pra trocar a água. O filhote é mais abusado que os outros e o único a entrar no meu quarto e ficar xeretando tudo. Talvez por ter nascido aqui e conhecer meu cheiro desde o nascimento.

No último domingo esse abusado extrapolou: pousou na minha cabeça enquanto eu estava sentada, quietinha, tentando organizar alguns eventos antes de colocá-los no papel. Sem a menor cerimônia, achou-se no direito de ficar bicando minha cabeça e dessarrumando meu cabelo para afofar uma caminha. Deitou-se, ficou alguns minutinhos, levantou-se e foi brincar com os amiguinhos na árvore de cachinhos vermelhos.

Decidi que preciso de um chapéu. :)

Este é o mais recente abusado, um bem-te-vi que cismou de me usar como plataforma para aprender a voar. Muito fofo, não?




Bjs